O ciúmes como muitos dizem é uma
demonstração de quem de fato ama, ou gosta, ou sente uma afinidade, e muitos
garantem que seja normal do ser humano sentir ciúmes, há quem diga que quem
gosta sente ciúmes, é uma prova de quem gosta. Este nos leva a praticar certos
comportamentos que em estado normal não faríamos de jeito maneira, nos
transformamos em pessoas que muitas vezes pensamos não ser. O interessante de
tal comportamento, é que não é só direcionado ao parceiro da relação, mas a
parentes, amigos, pertences, até mesmo indivíduos que idolatramos.
Um conceito interessante que encontrei
é de que o ciúmes é um “sentimento de
possessividade em relação a algo ou alguém”. Pois então que quem sente ciúmes,
tem pensamentos e sentimentos em relação a ameaça de perda de algo que possui e
que lhe é de muito apresso.
Dificilmente as
pessoas já pararam na vida para se questionar o quanto a vida é efêmera, o quão
as coisas são passageiras, têm a louca percepção que tudo será “ad eternum”,
pros que não sabem, eterno. Pecam aí, porque mesmo em tempos atuais, onde a média
de vida é alta, ainda assim quando fechamos os olhos percebemos que vida já
passou. Mas então, porque criamos aquele sentimento materialista de que somos
detentores do outro, da posse num sentido civil mesmo da coisa. Eu até digo que
ter esse sentimento por um objeto é até aceitável, aquilo que foi conquistado
com tanto afinco, que é motivo de orgulho, não é errado termos uma relação
possessiva com isso, o que em certos casos não é saudável, mas ao nos referimos
ao outro, como se esse outro fosse nosso pertence, acredito que isso já não é
mais gostar, muito menos amar.
Ao colocarmos numa
frase o pronome possessivo “meu”, “seu”, e repetimos tantas vezes isso,
interiorizamos o carimbo de posse em nos, nos doutrinamos na posse, criamos aquele
sentimento “ad eternum”, que o outro é meu e que assim sempre será, e o que é
pior, é isso a causa da ruína de muitas relações, da discórdia, do desamor. No
entanto, esquecemo-nos do verbo “estar”, esse verbo deveria se aplicado com
mais veemência, porque ele é a prova de que estamos aqui de passagem, e que
nossas relações com outro são mesmo efêmeras, não na realidade é que um dia
tudo acaba, tudo passa, tudo transforma, tudo muda. O que não é ruim, porque essa deveria ser a motivação de se aproveitar tudo ao máximo.
Então, me pergunto por
que não aproveitar tudo o que há de ser aproveitado, amar tudo o que de ser
amado, porque nos prender a sentimentos de egoísmo, mesquinhos, que só nos
causam dor? Acredito que o maior remédio no combate ao ciúmes, é a confiança. Ao
adquirirmos a capacidade de confiar no outro, com os olhos absolutamente
fechados, sem exceções, deixamos de lado todas as mesquinharias e ai sim,
amamos de fato, aproveitamos, e por fim, tornamos duradouro o que é efêmero.
Por fim, uma frase que encontrei e acabei por gostar:
"O verdadeiro amor não traz consigo
sofrimento, egoísmo, ciúmes ou orgulho. Amar é dar o melhor de si pela pessoa
amada, sem necessidade de propriedade ou retribuições. Quem ama confia,
respeita e perdoa."