Há
alguns dias fui a Ilhéus, pegar um cinema, pois minha cidade, Itabuna, polo
comercial, onde atende diversas cidades circunvizinhas, não possui um cinema há
tempos e creio que não virá a ter por um longo tempo. Voltando de Ilhéus, no
domingo isso, num coletivo onde tinha várias pessoas cansadas, como eu, um
cidadão liga o som do celular, o que pela altura, estava no máximo e me vem com
algum “pancadão”. Eu que estava prestando atenção na rádio, no qual o motorista
tinha sintonizado bem baixinho, poucos, creio eu, estavam prestando atenção,
passava Skank. Enfim, depois que esse cidadão ligou o celular não mais tive
paz, não consegui mais fechar os olhos e dormir, e foi à viagem inteira nesse
desconforto. Essa situação, pelo menos na minha cidade é comum, se repete
diariamente, a todo instante. E como a mim provocou um enorme desconforto,
melhor, irritação mesmo, sei que a outras pessoas causa o mesmo.
A
partir daí, comecei a pensar o quanto somos ignorantes, sujos, mal educados,
espertalhões, e, principalmente, omissos. Furamos fila, jogamos lixo no chão,
incomodamos os outros com som alto. O que é interessante é que há tempos que
clamamos por mudança, gritamos que vivemos num país corrupto, pedimos o expurgo
da ala ruim do país, mas sempre o que me vem à mente é meu pai dizendo: não me
traga problemas, mas sim, soluções. E a raiz do problema, acredito eu, que é má
formação básica.
É
obvio, é até mesmo, clichê, falar que o que pode mesmo mudar o país é a
educação. Mas não digo uma educação cuspida, arcaica, ditada, em quadros caindo
aos pedaços, mas a educação de base. Precisamos de educação familiar, educação
social, educação escolar, educação sexual.
Quando
você fura a fila, quando você joga lixo no chão, quando você incomoda as
pessoas com seu som alto. Não é, somente, a escola quem falhou, mas sim, quem
deveria e podia te instruir, assim digo, não são apenas os pais, mas a
sociedade/comunidade como um todo.
Reformar.
Então,
creio que como dever cívico, proponho como reforma de base, o resgate de um
conceito que há muito não é usado, pelo menos, não efetivamente, O RESPEITO AO PROXIMO. Nos, sociedade (pais,
professores, parentes, amigos, outros e afins), na nossa capacidade de
instrutores e influenciadores, devemos incutir ou sugestionar, ou educar o
outro, no que tange a que cada um é diferente, tem o seu espaço, tem suas
ideias, tem os seus gostos, que não deve ser excluído ou rejeitado por isso,
somos peculiares em nosso jeito de ser. Acho que essa é a máxima que rege tudo,
O RESPEITO. Porque ao tornar claro
na mente do outro, que devemos manter o respeito ao próximo de uma forma geral
mesmo, a probabilidade do cidadão não violentar a sua companheira, não faltar
com a professora, não humilhar os pais, não agredir os animais, é muito menor.
Se
começarmos a trabalhar o conceito “respeitar ao próximo” desde sempre, seja, quando
criança, jovens, adultos, idosos, não num sentido que submissão ou reverencia,
mas, respeitar o outro e suas particularidades de uma forma que você quisesse
assim ser, tenho a convicção de que as relações interpessoais serão melhores, ou
que pelo menos todos passem a andar com seus respectivos fones de ouvido.
